Harry permaneceu ajoelhado ao lado de Snape, observando-o, quando de repente uma voz alta e fria falou tão perto deles que Harry levantou-se de sobressalto, o frasco muito apertado em suas mãos, achando que Voldemort tinha entrado na sala novamente.
A voz de Voldemort ressoou pelas paredes e pelo chão, e Harry percebeu que ele falava para Hogwarts e para toda a redondeza, para todos os residentes de Hogsmeade e todos que ainda lutavam no castelo, de forma que todos pudessem ouvi-lo claramente, como se estivesse falando bem ao lado das pessoas, sua respiração bem atrás de seus pescoços como um assopro de morte.
- Vocês têm lutado, - disse a voz alta e fria, - valentemente. Lorde Voldemort sabe valorizar bravura.
- Entretanto, vocês têm enfrentado grandes perdas. Se continuarem resistindo a mim, vocês todos morrerão, um por um. Eu não desejo que isso aconteça. Cada porção de sangue mágico derramado é uma grande perda.
- Lorde Voldemort é misericordioso. Eu ordeno que minhas forças voltem imediatamente.
- Vocês têm uma hora. Disponham seus mortos com dignidade. Cuidem de seus feridos.
- Agora eu falo, Harry Potter, diretamente para você. Você tem permitido que seus amigos morram por ti ao invés de você mesmo me enfrentar. Eu esperarei por uma hora na Floresta Proibida. Se, ao final de uma hora, você não tiver vindo até mim, não tiver se rendido, então a batalha recomeçará. Desta vez, eu mesmo entrarei na luta, Harry Potter, encontrarei você e punirei todos os últimos homens, mulheres e crianças que tentarem te esconder de mim. Uma hora.”